sábado, 1 de dezembro de 2007

Portugal/mente

São rosas
Não cáctos que te ferem
a ambição

Não é a necessidade
essa ilosão


é

o cheiro
da perfeição
II
Podessem eles estar
Neste barco a vogar,rumo ao destino
Pelo desatino
Se trairem
Sem contudo ferirem
Suas crênças na bonança

Tão grande é o povo
Tão rica a lingua

De tál homem

Impor sua vontade
Como Verdade sem valor
Por não calar
A nossa dor
III
Á
Quem diga por palavras suas
O que calam mulheres nuas
E á hainda quem viva
Dando vivas
Sem podores nem temores
Aos teus amores
IV
Provar da fonte
Desse regáto
Colando seus lábios com sofreguidão
Calando na nascente a ilosão

Por ter de ir máis longe
Voltar
Sem saber
O sabor de ter
V
Entre o mistico e a razão

O querer que corta a ilosão
Concretisando uma ambição
Eles sacrificados
Pelo santificádo

E quando se cálam os sinos
A quem louvas nos teus hínos
As memórias, que perdeste
Dessa história, que não caláste

Ponham grilhetas no pensamento
Pelos vossos sentimentos á flor da pele
Mortálhas no enxoval da noiva
Tua na/moráda desonráda

Soam vózes de uma cavérna
Écos da memória
A ventúra de uma viágem perigosa
Pelos caminhos que afrontámos
Não perecemos
Fizémos história

De peito abérto
Enfrentando o perigo
Pelos apláusos ináltecido
Máis que pela bravúra
O sentir é pelo sacrificío reconhecido
VI
Conheço-te porque te sinto
De tua obra não privei
Mas sei de sobra ser o que tenho por ti dizer

São palávras largadas ao vento

Amáveis caricias do sentimento
Semeando a face nua da terra
aráda por nossa charrúa

É uma roda de sáia que se agita
No compasso da espéra que me excita
O tempo que perdura
Nos ritmos de loucura

É o ódio de morte
Sentimento da paixão
Vingança sem esperança
Desespero que é bonança

E por tudo olvidáste
Sómente não esperás-te
Que quando por mim não voltás-te
Que nosso mundo acabá-se

Sentindo eu senti
Máis quando calei disse
Pois quando assim procurei
Já em ti me encontrei

é um coração oprimido pelas chamas
Que me embriága a razão
Marrando no esvoaçár centilante
Pelas voltas que a vida troca

Frágil estrutura que te arriscas nas intempéries a vogár
Buscando na clamência da procura
A tua ventura
VII
Nas promessas a deus
Honras ás sortes
Nas decisões que tomas
Pela defesa dos valores

São trombetas e tambores
São flagores nos corações que esplódem
Eles que rúfam
Buascando no amor, calár a dor

Pelos caminhos que se cruzam
Vagueiam irmanádas
Crênças, sentimentos e necessidádes
Dando corpo áo mártir

Álma minha vida
Padecendo de mil tormentos
Sem que soe um lamento
Embriagada no fogo da revolta
Pelo calor dos sentimentos
Oiço tua vóz vogando pelo firmamento
Me cativando
Ensitando-me a cantár e minha dor


Pott

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